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Percurso Ecológico de Salreu - Ria de Aveiro.

Atualizado: há 6 dias

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Um passeio circular de 8 kms, totalmente plano, leva-nos por uma área lagunar de enorme beleza paisagística, numa das zonas de maior biodiversidade do Estuário da Ria de Aveiro.

Enclavados entre o Esteiro de Salreu e o Rio Antuã, estes antigos estradões de serventia rural agora recuperados, levam os adeptos dos passeios de natureza e observação de aves numa descoberta do verde e do azul, complementados com avistamentos para as serras de Montemuro, Freita e Caramulo.

A cereja no topo do bolo? Os "silêncios" da natureza que se fazem ouvir, na sua forma mais pura, graças ao afastamento face aos aglomerados urbanos.


Texto e fotos: P. Guerra dos Santos

Esteiro de Salreu, com vista para as serras.
Esteiro de Salreu, com vista para as serras.

  

   Rios e esteiros, sapais, juncais e caniçais.


Inserido no concelho de Estarreja, esta zona outrora cheia de actividades humanas ligadas à agrícultura, pesca e apanha do moliço é hoje um ecossistema natural protegido e parte de um programa de preservação ambiental de maior abrangência, o projecto BioRia.


A recuperação em 2005 dos caminhos ao longo desta zona outrora ambientalmente degrada, dotando-a de painéis informativos bem como zonas de piquenique e torres de observação de aves, permite hoje aos visitantes visitarem de forma cómoda e divertida esta que é a porta de entrada para a zona lagunar do Baixo Vouga, mais conhecida por Estuário da Ria de Aveiro.


O passeio começa no edifício do Centro de Interpretação, onde se podem alugar bicicletas e até binóculos. Tem lá também uma exposição fotográfica sobre as diversas aves que por aqui se podem avistar. Mesmo ao lado fica o cais, onde antigamente atracavam dezenas de embarcações, instrumento de trabalho e meio de transporte das populações locais. Seguimos o passeio circular no sentido horário, pelo que iniciamos as pedaladas a ladear o Esteiro de Salreu, uma linha de água que é algo entre uma ribeira e um canal pouco profundo, cuja cota de água varia com as marés. Estava cheio quando lá passámos.


Esteiro de Salreu.
Esteiro de Salreu.

Seguimos estes cerca de 3 km de estradão em muito bom estado, ladeados por tons de verde vivo e pelo azul das águas do esteiro, de um lado, e das zonas lodosas e sapais do outro. Diz que há por aqui também arrozais mas não nos apercebemos de nenhum. Pelo caminho há que parar bastas vezes e olhar para trás. É que ao longe avistam-se diversas cordilheiras montanhosas e, para quem como nós trás binóculos, dá gozo observar a Torre Meteorológica da Serra da Freita e até o Caramulinho, o ponto mais alto da Serra do Caramulo. Uma delícia!

Chegamos de seguida ao ponto mais ocidental do passeio, onde o Esteiro de Salreu desemboca no Esteiro de Canelas. Aqui há uma torre de observação de aves, à qual subimos. Para nosso espanto, com os binóculos conseguimos avistar alguns dos cais tradicionais da Murtosa e, pasme-se, o Farol da Praia da Barra!


Encontro dos esteiros de Salreu e de Canelas. Zona mais ocidental dos Percursos de Salreu.
Encontro dos esteiros de Salreu e de Canelas. Zona mais ocidental dos Percursos de Salreu.

   Depois de alguns minutos de introspecção, seguimos caminho e uns metros à frente passamos junto à Foz do Rio Antuã. Talvez por este rio ter um caudal elevado na época da chuva, aqui criaram uma mota em enrocamento. Tem uns bons 2 metros de altura, o que impede (ainda mais) inundações nos campos agrícolas. Como tem um caminho de pé posto na sua crista, sigo lá por cima com a bicicleta, o que me dá uma perspectiva mais alta sobre toda esta zona baixa. Aconselho esta pequena aventura.


Acompanhamos assim o Antuã durante uns 700 metros e depois divergimos para regressar ao Centro de Interpretação, agora ladeados pelos campos agrícolas, zonas de inundação e sapais. As cegonhas são uma companhia constante bem como mais alguns pequenos esteiros até terminarmos o passeio.


Foz do Rio Antuã e caminho de pé posto sobre a mota de protecção.
Foz do Rio Antuã e caminho de pé posto sobre a mota de protecção.

   Foram duas horas de pedaladas muito bem empregues, a um ritmo lento e com muitas paragens para contemplação. Chegámos lá de comboio urbano, pois mesmo ao lado está o Apeadeiro de Salreu, em plena Linha do Norte. Para saciar a fome almoçámos na Tasca O Telheiro, bem próximo do apeadeiro. Rojões e Cozido à Portuguesa encheram-nos o estômago e a alma, já que pedalar, mesmo em plano, abre o apetite.


Este muito agradável passeio circular, com mais fotos e informação, está agora identificado num dos 15 road books da Edição 2026 da Rede Nacional de Cicloturismo, que pode ser adquirida aqui »


Pode também ver mais informação sobre estes percursos e o projecto da BioRia aqui»

 Boas viagens em bicicleta.

   P. Guerra dos Santos


    A Edição 2026 da Rede Nacional de Cicloturismo, com os mapas, tracks GPS e os 15 Road Books em diferentes categorias estão disponíveis para aquisição aqui »


   * The english version of the 2026 Edition with all the road books from the National Cycle Touring Network with maps, GPS tracks and the 15 Road Books with different categories can be purchased here »


Roteiros turísticos para viagens em bicicleta.

 
 
 

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